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quarta-feira, junho 20, 2012

UNE convoca #MARCHADOSESTUDANTES em defesa da educação e das federais


Em defesa de uma educação de qualidade para os brasileiros, a União Nacional dos Estudantes convoca um grande ato para 26 de junho, terça-feira da próxima semana, em Brasília. A concentração do ato está marcada para às 9h, em frente à Biblioteca Nacional.

Os estudantes vão às ruas para defender a aprovação de um Plano Nacional de Educação (PNE), com 10% do PIB e 50% do fundo social e dos royalties do Pré-sal para educação, apoiar e levantar suas bandeiras de luta na greve das federais, além da regulamentação do ensino privado e ampliação do acesso as universidades.

Inscrições abertas para o SISU

Com curto período, começa hoje (18) as inscrições para os estudantes que querem disputar uma das 30.548 vagas em instituições públicas de ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As bolsas são para o segundo semestre de 2012, para concorrer é preciso ter feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011, com nota diferente de zero na redação. As inscrições vão somente até o dia 22.

Ao acessar o sistema, o candidato pode escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Ao longo do período de inscrições, ele pode visualizar a nota de corte preliminar de cada curso e sua classificação parcial. As opções de curso escolhidas previamente podem ser alteradas, se o candidato achar que tem mais chances de ser aprovado em outra graduação ou instituição. Cada alteração invalida a inscrição feita anteriormente.

sábado, junho 16, 2012

Em estado de alerta e resistência, UNE inicia seu 60º CONEG


Durante o evento, foi informada a soltura dos 26 alunos da Unifesp presos um dia antes; secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão expôs a gravidade das questões sobre autoritarismo, ditadura e verdade no Brasil

O movimento estudantil brasileiro iniciou, na noite dessa sexta-feira (15/06), um dos seus principais encontros, o Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE (Coneg), que reúne centenas de representantes de DCEs, executivas de cursos e uniões estaduais dos estudantes. A abertura do evento, que segue até domingo, foi marcada pela discussão de temas que alertam o movimento estudantil no momento, como a prisão de alunos universitários em São Paulo, os ataques de parte da imprensa à UNE e o desdobramento dos debates sobre a ditadura militar no Brasil.

quinta-feira, junho 14, 2012

Comissão aprova PNE, mas continua na luta pelos 10% do PIB


Relator fixou o índice em 8% do PIB, mas os destaques devem ser analisados no dia 26 de junho

A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) aprovou, nesta quarta-feira (13), em caráter conclusivo, o texto principal do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR). Mas continua a luta pela fixação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação. O relator fixou o índice em 8% do PIB, mas os destaques devem ser analisados no dia 26 de junho. O projeto ainda poderá ser analisado pelo Plenário da Câmara, caso haja recurso contra a decisão da comissão.

O percentual do PIB a ser investido diretamente no setor é um dos pontos a serem analisados nos destaques. Ao encaminhar o voto pelo PCdoB, a deputada Alice Portugal (BA), disse que o Partido votava pelos 10% do PIB da educação e no restante com o relatório de Vanhoni.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

PPP - Projeto Político Pedagógico

Preliminares

A lei 9.394/96 no inciso I do Artigo 12 estabelece que, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica: o Projeto Político Pedagógico (PPP).

O que é e para que serve o PPP?

Constitui-se em um documento produzido como resultado do diálogo entre os diversos segmentos da comunidade escolar a fim de organizar e planejar o trabalho administrativo-pedagógico, buscando soluções para os problemas diagnosticados.

O PPP, além de ser uma obrigação legal, deve traduzir a visão, a missão, os objetivos, as metas e as ações que determinam o caminho do sucesso e da autonomia a ser trilhado pela instituição escolar.

Como se faz o PPP?

Considerada a legislação vigente e orientada, sobretudo, pelo Parecer CEE 405/2004, a escola, representada pelos diferentes segmentos que constituem sua comunidade, diagnostica a realidade administrativo-pedagógica, social, estrutural e educacional e, a partir dos dados resultantes do diagnóstico, traça objetivos, propõe metas, planeja ações para que, ao longo de um período letivo, alcance sucesso na aprendizagem do aluno.

Este é um processo fundamental para o êxito da escola: a cultura do diagnóstico e da avaliação (como tomada de decisão) em movimentos de ação, reflexão sobre a ação, e ressignificação de ação.

Fazer o PPP implica em planejamento de todas as atividades no âmbito escolar, execução das ações previstas, avaliação do processo e retomada. Isto somente é possível se instituída a prática do registro e da reflexão sobre ele.

Segundo Colombo, Estudantes de SC não terão Uniforme este ano

O Governo do Estado anunciou que os estudantes da rede pública estadual de ensino não receberão uniforme este ano.

Raimundo Colombo argumenta que a verba que era destinada ao uniforme deverá ser usada para pagar os custos dos direitos que os professores conquistaram depois da longa greve do ano passado.

É absurdo, pois o que os professores e também os estudantes exigiram durante a greve foi justamente o aumento de verbas destinadas a educação, com a aplicação da lei do piso salarial nacional.

O que o Governo Colombo está fazendo é cedendo com uma mão e tirando com a outra, pior, com essa estratégia pretende jogar os pais e estudantes contra os professores.

Devemos reagir, pais, professores e estudantes devem se unir para combater por mais direitos.

Não nos deixemos enganar, há verba o suficiente para garantir todos os direitos dos estudantes e dos professores!

quarta-feira, dezembro 07, 2011

VITÓRIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL: Comissão aprova 50% do Fundo Social do Pré-Sal para Educação, Ciência e Tecnologia

Com a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (6), por unanimidade, o PLS 138/11, projeto de lei que destina às áreas de educação e de ciência e tecnologia metade dos recursos do Fundo Social. Criado no final do ano passado, o Fundo Social tem entre as suas principais fontes de receita os recursos do petróleo retirado da camada pré-sal .

Essa pode ser considerada a primeira vitória o movimento, organizado pela UNE, UBES e ANPG, chamado #OcupeBrasília. Desde a manhã de hoje, 6 de dezembro, mais de 200 jovens, de diferentes estados do Brasil, estão acampados na capital federal, no gramado em frente ao Congresso Nacional com o objetivo de acompanhar a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE) e reivindicar a sua votação ainda este ano, com a aprovação de uma meta de investimento público da educação em 10% do Produto Interno Bruto (PIB).



Texto que havia sido aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura determina um mínimo de 50% dos recursos do Fundo Social para programas e projetos de desenvolvimento da educação pública (básica e superior). Mas emenda apresentada pelo relator na CE, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), incluiu ainda a área de ciência e tecnologia. Na versão aprovada pela CE, desses 50%, no mínimo 70% terão de ser destinados à educação básica; 20% para a educação superior; e 10% para ciência e tecnologia.

Segundo Antonio Carlos Valadares, a destinação de recursos mais expressivos para a educação é coerente com as metas fixadas pelo Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, enviado pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional. Dentre elas estão: ampliar o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de sete por cento do produto interno bruto (PIB) do País e universalizar o acesso à educação.

O autor do projeto, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), lembra que a destinação de metade do Fundo Social à educação já estava prevista na lei que o criou, mas acabou vetada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Toda inspiração da criação da do Fundo Social do Pré-sal estava vinculado quase que unicamente à educação. Se conseguirmos 50% para educação e ciência e tecnologia nós ajudamos todas as outras áreas – disse Inácio Arruda.

Já o senador Wellington Dias elogiou a iniciativa e se posicionou favorável à proposta, mas alegou que os percentuais sugeridos talvez sejam revistos pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o projeto será votado em decisão terminativa.

- Estamos falando aqui de metade de US$ 1,5 trilhão para a educação. Não precisa desses recursos, por maiores que sejam as despesas, só para a educação. É um montante considerado muito elevado – disse o parlamentar.

Para ver a íntegra do que foi discutido na comissão, clique aqui.

Da Redação com informações Agência Senado

Blumenau não vai aderir à municipalização do ensino fundamental em 2012


Durante a audiência pública sobre a municipalização do ensino fundamental e mudanças no ensino médio estadual, o secretário municipal de educação, Osmar Matiola, afirmou que Blumenau não fará adesão ao processo para o ano letivo de 2012. “Isto não quer dizer que futuramente não faremos. Respeito a decisão de cada município, mas, por enquanto, não aderimos ao processo”. Matiola afirmou que, segundo o último IDEB, a rede municipal de ensino galgou índices melhores do que as estaduais na cidade. “Em 2005, a estadual estava à frente da municipal. Temos recebido o prêmio de cidade com maior qualidade de vida no estado, graças a qualidade da educação. Todas as crianças estão sendo alfabetizadas até o término do segundo ano. São grandes conquistas”.

A autora do requerimento solicitando a audiência pública, vereadora Helenice Luchetta (PSDB), assinalou diversas dúvidas a respeito da mudança. “Estas envolvem pessoas. Então, é preciso conhecer o processo para que possamos construir uma proposta viável. Não podemos aceitar que as coisas venham de cima para baixo”, apontou. Outra preocupação demonstrada foi sobre a determinação das matriculas para ensino médio, sendo que alunos até 14 anos só poderão se matricular em período diurno. “Que estrutura temos para atender estas novas demandas?”, questionou. Na oportunidade, o vereador Jovino Cardoso Neto (DEM) também disse ser de fundamental importância a valorização deste movimento. “A questão da educação sempre será prioridade em nosso município”, avaliou.

Ao contrário de Blumenau, alguns municípios estavam ansiosos para municipalizar o ensino fundamental. “O prefeito de Pomerode, cada vez que ele me vê, há três anos, me pergunta: quando vamos municipalizar? Isto porque a proposta do governo do estado é muito melhor do que a anterior. Ela diz que quem vai fazer adesão à proposta é a prefeitura. Não é uma obrigação”, explicou a professora Simone Malheiros, gerente regional de educação. Quanto à situação da Escola Elza Pacheco, Simone afirmou que a gerência está buscando o melhor entendimento possível. “No dia 25 de novembro chegou a primeira proposta do estado. Já tivemos duas conversas. Estamos buscando a sede própria num planejamento. Não gosto de dar datas porque, muitas vezes, elas independem da gerência de educação”.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina utilizou a tribuna para se posicionar contrário a municipalização do ensino médio pelo governo do estado. O representante do Sinte, Sandro Luiz Cifuentes, disse que esta atitude “é uma política de ‘prefeiturização’, pois o estado deseja transferir as escolas estaduais para rede municipal”. Cifuentes apontou não ser contrário a rede municipal, mas explicou que esta medida política já foi tomada anteriormente, inclusive em outros setores, e os serviços tornaram-se sucateados. Ele informou existirem diversos aspectos a serem melhorados. “No Brasil deve-se ampliar as matriculas de 10 a 17 anos e esta política o governo estadual deve pensar em fazer e não municipalizar o ensino médio”. Ainda citou que as turmas estão diminuindo e que não se criou até hoje uma política de matrícula de ensino médio real e verdadeira. Também comentou que neste projeto de municipalização não há garantia de salário e das gratificações dos professores. “Por isto temos este receio”, avaliou.

A coordenadora do Sindicato Único dos Servidores Municipais, Sueli Adriano, também se mostrou contrária. Disse que “este está vindo de forma imposta, sem uma discussão com a comunidade”, conforme observou. Para a dirigente sindical, “muitas vezes o governo não quer ouvir o que os profissionais têm a dizer. Existe um abandono geral do governo do estado e da gerência regional. Na verdade, suas vidas estão em jogo, com a municipalização, um jogo sem regras, porque não existe cláusula no convênio que possa dar tranqüilidade aos profissionais”. Ela reafirmou que “grande parte dos profissionais do estado estão intranqüilos e sem para onde correr. Em muitos municípios, o estado não cumpre várias cláusulas do contrato”. Também acha que o município não tem que trazer para si os problemas do estado e Blumenau tem dado razão para o estado não mexer no que já funciona bem. “Além disso, o repasse do estado não vai representar aumento de receita, pelo contrário, as despesas irão aumentar”.

O estudante Leonardo Nascimento, representante da UBE, considerou a transferência uma omissão do governo do estado. “É inviável que o município que gasta quase a totalidade do Fundeb para manter suas escolas, ainda tenha que sustentar as estaduais”. Também avaliou que municipalizando o ensino, se livraria das greves e outros problemas. Para o estudante, “poderíamos sofrer algumas alterações, com o aumento da demanda aumenta as despesas e sobram coisas a fazer”.

O assunto, complexo, também foi comentado pelo representante do Conselho Municipal de Educação, Egon Schram. Ele salientou algumas preocupações do conselho, entre elas a complexidade da gestão e dos custos agregados, principalmente em longo prazo, e a apreensão dos profissionais. Ele apontou também que a rede municipal já é responsável por 2/3 das matrículas da rede do ensino médio, mais ônus. “Temos que saber a razão por que o estado quer municipalizar, já que, segundo a LBD – Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional -, a responsabilidade do ensino fundamental é em conjunto”, citou.

Representando o governo do estado, o secretário adjunto de educação, Eduardo Deschamps, esclareceu que as mudanças no ensino médio integral e a municipalização do ensino fundamental, estão baseadas em diversos estudos iniciados ainda na gestão passada. Disse que o governo pretende atingir três objetivos para dar um grande salto de qualidade na educação de Santa Catarina, cujos indicadores, em relação aos outros estados, são bons, mas ainda longe do que a sociedade espera.

Segundo Deschamps, a mudança vai ocorrer com três grandes ações, a primeira, fazendo a escola funcionar. “Temos muitos problemas, por conta de vários fatores. Desde coisas pequenas, como não ter recursos para pequenas ações, o que determina problemas de estrutura. O segundo item diz respeito aos indicadores de qualidade, que envolvem diversos problemas, como a redução da evasão, que hoje é de 40%”, observa.

Ele também lembrou que o ensino fundamental está praticamente universalizado, mas o médio não. “Há uma defasagem entre série e idade muito elevada e o problema de alfabetização muito sério. Existem alunos que não fazem operações elementares de matemática e não sabem ainda ler um texto. Além disso, trabalhar processo para gerar entusiasmo no aluno para a sua permanência”.

De acordo com o professor, a escola compete com várias tecnologias e é preciso fazer com que se sinta mais conectada, e que o aluno frequente a escola pública. Por fim, destacou a importância da valorização do professor. “Santa Catarina é um dos estados que atende a lei do piso, mas há muito a avançar. Foi concluído um grupo de estudos para iniciar as modificações na carreira do magistério”, informou.

Para Deschamps, os três itens são essenciais para que uma escola possa funcionar: professor motivado, diretores com ferramentas de gestão e atuação em rede, utilizando as melhores práticas desenvolvidas em outras unidades escolares. “Neste sentido, a municipalização tem a ver com o processo de parceria com o município. O estado tem mais de 1.300 unidades escolares, e é praticamente impossível organizar um sistema de gestão. A idéia é estabelecer uma parceria com todos os municípios, para que as escolas possam ser melhor atendidas”, assinalou.

Também comentou que o ensino médio integral, vem na lógica do que está preconizado no Plano Nacional de Educação: “O estado tem que cuidar do ensino médio e quer fazer isso nos pontos que identifica, como evasão, alunos fora da escola e dedicação em tempo integral. É um projeto piloto a ser feito em 100 escolas de Santa Catarina e, a partir daí, aplicar nas demais”. Também disse que o menor aprendiz não vai precisar sair do trabalho, sendo este tempo, computado como atividade escolar. “A ideia é fazer com que permaneça em tempo integral, porque é aí que vamos fazer a diferença”, assegurou.

Fonte: Câmara Municipal de Blumenau

terça-feira, dezembro 06, 2011

CONUBES discute as novas diretrizes do ensino médio


Estudantes se reuniram com representantes do movimento de professores e do Conselho Nacional de Educação

No país em que a população de 15 a 17 anos soma 10, 3 milhões, apenas 50% destes estão matriculados no ensino médio, dado impactante que foi colocado em debate nesta sexta-feira (2/12) no 39º Congresso da UBES que aconteceu em São Paulo no Expo Center Norte.

A mesa, que reuniu cerca de 200 estudantes, foi composta por José Fernandes, professor e conselheiro do Conselho Nacional de Educação; Neuza Santana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps); Douglas Izzo do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), e os diretores da UBES de Santa Catarina, Anderson Oliveira, e do Ceará, Renata Beatriz.

Em discussão esteve a formulação de novas alternativas para o ensino médio do país. As propostas para essa reforma estão no documento redigido pelo Conselho Nacional de Educação, que será apresentado às escolas no próximo ano, sem nenhuma obrigatoriedade, cabendo à cada escola sua aplicação, como afirma o conselheiro José Fernandes:

“O que precisamos é levar esses debates às escolas, assim teremos a revolução e a mudança do ensino médio, sua melhoria se dará através da definição de sua identidade e finalidade. Entendemos que o ensino médio deve preparar os jovens para continuidade seus estudos, o mundo do trabalho, cidadania a vida dos estudantes”

Bandeiras de lutas e conquistas da UBES, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), estiveram na pauta. O professor Douglas Izzo pontuou essas questões: “Um ensino público e de qualidade só será possível quando as escolas tiverem aporte para receber os estudantes. Por isso, nós defendemos 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação”.

A VOZ E A VEZ DOS ESTUDANTES

Os 120 estudantes que participaram do debate apresentaram as necessidades de mudança na realidade das 12 mil escolas representadas pelo 39º Conubes e falaram em nome de seus estados.

“Para haver essa reforma, precisamos de professores qualificados e escolas bem estruturadas. Os professores precisam saber o que será feito, ter preparação em suas universidades. Somente com investimento na qualificação dos nossos professores e laboratórios poderemos melhorar as escolas do país”, disse Andressa do Rio Grande do Sul. Palavras de ordem como “professor é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo”, acompanharam as falas dos estudantes.

As novas diretrizes do ensino médio deverão ser acompanhadas de perto pela próxima gestão da UBES, na construção de uma escola mais acessível, com qualidade e capaz de transformar toda a sociedade brasileira.

Suevelin Cinti

Democracia e pluralidade marca plenária final do 39º CONUBES


Estudantes das diversas forças políticas que compõem a UBES apresentaram suas propostas e aprovaram proposta de conjuntura e resoluções que servirão de diretrizes para o movimento secundarista

Dando continuidade ao congresso que reúne os secundaristas dos quatro cantos do Brasil, na tarde deste sábado (3), aconteceu a Plenária Final do 39º Congresso da UBES (Conubes), que mais uma vez, afirmou a unidade democrática da entidade. Com muita irreverência, 5 mil estudantes ocuparam o ginásio do Colégio Salesiano Santa Teresinha, zona norte de São Paulo. Na ocasião, foram votadas as conjunturas e resoluções que nortearão a UBES nos próximos anos.

Com muitas palmas, a apresentação do vídeo de homenagem aos 30 anos de reconstrução da UBES após a ditadura militar, marcou a abertura da plenária final. Depois de participarem dos grupos de debate que aconteceram durante o Conubes, os estudantes de diversas forças políticas, apresentaram suas resoluções com sugestões e perspectivas para atuação do movimento secundarista.

Jovens como Lucimar Eleutério, 18, do Mato Grosso do Sul, veio ao Conubes pela primeira vez, e afirma que com essa organização da UBES as mudanças serão possíveis na educação do nosso país: “O que mais me chamou atenção foi a discussão política limpa que podemos realizar aqui, e sem dúvidas, daqui há dois anos, viremos aqui novamente e veremos as melhorias e reais mudanças que conquistamos com as nossas lutas”, afirmou.

APROVAÇÃO E VOTO SÃO DOS ESTUDANTES

Depois de lidas, as conjunturas e resoluções embasadas em discussões que os secundaristas tiveram nos grupos de debates e em todo o congresso, eles também tiveram a vez de falar e fazer seus apontamentos às propostas apresentadas. Entre os principais pontos, esteve a Jornada de Lutas de 2012 na defesa por investimentos de 10% do PIB para educação e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação; meia-entrada estudantil, especialmente na Copa do Mundo de 2014; baixa dos juros; defesa dos direitos do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), e a convocação do #OcupeBrasília que acontece na próxima semana.

As arquibancadas, tomadas pela disposição e engajamento político dos jovens, vibrava a cada fala dos jovens que representavam as delegações. Mais barulho e palavras de ordem tomaram conta do ginásio quando os delegados eleitos, em nome de seus estados e escolas, votaram nas resoluções de Educação e Movimento Estudantil, além de aprovarem, por aclamação, a proposta de conjuntura.

Segundo o presidente da UBES, Yann Evanovick, a pluralidade de ideias mais uma vez se fez presente no Conubes: “O 39° Congresso da UBES demosntrou a democracia interna que existe no movimento secundarista, que além de promover o diálogo entre as diferentes forças políticas, também permite a livre expressão dos estudantes que não pertencem à nenhuma força”, disse o amazonense que estará hoje (4) na 2ª Plenária Final do Conubes, agora elegendo a nova diretoria da entidade.

Blog da UBES

Acesso à cultura e o direito à meia entrada em pauta no 39º CONUBES


O tema “Cultura e educação : um debate sobre a meia entrada” reuniu cerca de 100 estudantes em um dos auditórios do Expo Center Norte, em São Paulo, no ciclo de debates que fez parte nesta sexta-feira (2/12) do 39º Congresso da UBES.

Os objetivos do encontro foram abordar o acesso à cultura pela educação brasileira, discutir os recursos e projetos realizados pelo Ministério da Cultura para viabilizar e possibilitar uma maior mobilização cultural entre os jovens do país, além de colocar em pauta a meia entrada, principal assunto debatido.

A meia entrada é o direito que o estudante brasileiro tem de pagar 50% de desconto no ingresso (convite ou ticket) de eventos culturais e esportivos em todas as cidades do Brasil. Para usufruir desse benefício, o estudante precisa portar a carteira de identificação estudantil, a popular carteira de estudante. O direito à meia-entrada foi conquistado pelos estudantes na década de 1940, fruto de mobilização do movimento estudantil e tem o objetivo de facilitar o acesso à cultura e ao esporte, ajudando assim, na formação educacional e social da juventude brasileira.

“Debater a cultura e a meia entrada é debater a educação. Nós aqui estamos representando os estudantes de todo o Brasil e levando o debate sobre a cultura para dentro de cada escola, alimentando em todos a luta pelos direitos estudantis”, pontuou Nicoly Mendes, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES).

ESTUDANTES E ARTISTAS JUNTOS NESSA LUTA

Uma medida viável para possibilitar a meia entrada é garantir a relação do movimento estudantil com a classe artística. Para transformar a meia entrada em um direito em escala federal, é preciso elevar e fortalecer o tom do discurso voltado para a cultura. Segundo Juana Nunes, ex-presidente da UBES e atual diretora de Educação e Comunicação do Ministério da Cultura, tanto estudantes como representantes da cultura e produtores de eventos têm um objetivo comum: formar público.

Em sua fala, Juana também frisou que garantir a cultura é a base e o futuro da educação brasileira, explicando os planos do Ministério para 2012. “Para o próximo ano será assinado um acordo de cooperação entre o ministério da Cultura e da Educação com o intuito de disponibilizar recursos para os estudantes terem uma relação direta com a cultura e os artistas”, disse. Ela ainda comentou que esse será um recurso destinado à cultura, mas que vai diretamente de encontro à educação.

Também participaram da mesa a presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES-SP), Priscila Casale, e o tesoureiro geral da UBES, Rafael Clabonde. Outras duas questões brevemente abordadas no debate e importantes para a cultura nacional são a revisão do ProCultura, antiga Lei Rouanet, e o Vale Cultura, pensado para incentivar nos cidadãos o hábito de frequentar eventos culturais espalhados pelas cidades.

Vivian Froés

segunda-feira, novembro 28, 2011

39° Congresso da UBES: São Paulo receberá 5 mil jovens de todo o país.



Movimento estudantil secundarista do Brasil se reúne entre os dias 1 e 4 de dezembro no Expo Center Norte; alunos representantes de escolas e grêmios debaterão o tema “Todos juntos por uma educação do tamanho do Brasil”

Quinze, dezesseis, dezessete anos de idade, nunca é cedo demais para começar a questionar os problemas do país ou do mundo, pintar as caras ou participar de uma campanha na internet, montar um grêmio, debater, ouvir e ser ouvido. Para isso, cerca de cinco mil jovens, estudantes de escolas de todos os estados do país, reúnem-se em São Paulo entre os dias 1 e 4 de dezembro (quinta a domingo) no 39º Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).

Com o tema “Todos por uma educação do tamanho do Brasil”, o congresso acontece no Expo Center Norte e, além desse assunto, terá discussões sobre drogas, saúde dos jovens,desenvolvimento do país, mobilidade e transporte para os estudantes, meia-entrada em eventos culturais e também na Copa do Mundo de 2014. Os estudantes também irão eleger o novo presidente da UBES e decidir os rumos da atuação da entidade para os próximos anos.

Segundo o atual presidente, Yann Evanovick, o encontro acontece “em um momento decisivo para maiores mudanças na educação brasileira”. Atualmente a UBES, em parceria com a UNE, realiza a campanha #educação10, por mais verbas investidas no ensino público do país.

CONVIDADOS

Entre os convidados que irão debater com os estudantes estão Malvina Tuttman, um dos principais nomes do ministério da Educação e presidente do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais); o religioso e líder do movimento negro Frei Davi e Fernando Grostein, diretor do filme “Quebrando Tabu”, documentário que aborda a problemática das drogas e tornou-se famoso pela participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Confira aqui a programação completa do Congresso da UBES

COMO PARTICIPAR

Podem participar do encontro estudantes dos ensinos fundamental, médio, profissionalizante ou pré-vestibular. É necessário se inscrever realizando o pagamento antecipado (informações para depósito abaixo), ou no primeiro dia do congresso. Caso o pagamento seja efetuado anteriormente, é necessário guardar um comprovante ou recibo de pagamento. O credenciamento custa R$ 50 (para delegados) e R$ 70 (para observadores) e o valor inclui alojamento, alimentação e transporte do alojamento para o Expo Center Norte.

Dados para depósito:

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PÓS-GRADUANDOS.

BANCO: Banco do Brasil

AGÊNCIA: 4328-1

CONTA CORRENTE: 7337-7

ELEIÇÃO DA UBES

O processo eleitoral do 39º Congresso da UBES começou há cerca de dois meses, e 4,5 milhões de estudantes de todo o Brasil participaram de votações em 5 mil escolas. Todos os delegados nomeados dentro das escolas, quase 12 mil no Brasil todo, participaram das etapas estaduais, quando elegeram os representantes para o Congresso nacional, que será em São Paulo. Entre os estados que mais elegeram delegados para participar das etapas estaduais, estão São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com 1995, 1261 e 1035 delegados eleitos, respectivamente.

ESTUDANTES FARÃO GRANDE PASSEATA A PARTIR DO MASP

No segundo dia de congresso, dois de dezembro, os estudantes prometem tomar uma das principais avenidas da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista, para a realização de uma grande marcha reivindicando 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação. O ponto de encontro da passeata será o vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo, às 14 horas.

Essa reivindicação é a principal bandeira de luta do movimento estudantil nacional. (Participe do abaixo-assinado por 10% do PIB para educação clicando aqui). No último dia 31 de agosto, cerca de 12 mil estudantes marcharam nas ruas de Brasília, em uma passeata histórica por maiores investimentos na educação.

HOMENAGEM A EX-PRESIDENTES E À RECONSTRUÇÃO DA UBES

A abertura do congresso, no dia primeiro de dezembro, terá o tema “30 anos de reconstrução da UBES – E ainda tem gente que diz que isso é coisa de criança”. A entidade foi perseguida e extinta pela ditadura mililtar, voltando a se organizar em 1981. Haverá também homenagens a importantes personalidades da vida nacional que começaram sua trajetória dentro da UBES. Entre os ex-militantes do movimento secundarista no Brasil estão desde a presidenta Dilma Rousseff ao ex-ministro da cultura Juca Ferreira.

(Confira matéria sobre a reconstrução da UBES aqui).

Serviço:

O que: 39 º Congresso da UBES

Data: de 1 a 4 de dezembro

Local: em São Paulo, no Expo Center Norte

Informações no email: ubesecundarista@gmail.com


Arrumem as malas! Rumo ao 39° Congresso da UBES em São Paulo


Será que já está tudo aí? O 39° Conubes será repleto de atividades, de debates à passeatas no coração da cidade que não para. Esse último e importante detalhe para o Congresso é essencial. O que levar?

HORA DO CHECK-LIST:

- Barraca
- Colchonete e travesseiro
- Kit de primeiros socorros (com remédios que se utiliza normalmente)
- Capa de chuva
- Cantil ou squeeze para água
- Sacos e sacolas plásticas (para lixo e para guardar roupas e calçados sujos)
- Fósforos e um isqueiro
- Filtro solar
- Cadeados pequenos (para a barraca e a mochila)

- Prato de plástico ou metal fundo
- Talheres (colher, garfo e faca)
- Caneca de plástico
- Pano de prato
- Xampu
- Condicionador
- Sabonete e esponja
- Pasta de dente
- Escova de dente
- Fio dental
- Pente ou escova de cabelo
- Toalha de banho
- Toalhinha pequena
- Papel higiênico
- Absorventes
- Elásticos de cabelo
- Um pouco de sabão em pó ou um pedaço de sabão em barra
- Leve roupas para todo o tipo de clima, São Paulo é a terra da garoa, olha a previsão do tempo
- Saco de dormir
- Isolante térmico, um pedaço de plástico de bolinhas ou folhas de jornal para impedir que a umidade que vem do solo atinja a sua “cama” e penetre pelas costas
- Máquina fotográfica
- Caderninho de anotações e caneta
- Repelente de insetos
- Óculos de sol
- Livro
- Baralho (para o bom e velho truco)

Todos ao Congresso da UBES

UBES prepara seu 39º congresso. Em cada canto do Brasil há foco de rebeldia secundarista. Veja imagens de congressos pelo Brasil e conheça as lideranças que protagonizam a luta dos estudantes secundaristas brasileiros.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Etapa catarinense do 39° Congresso da UBES empolga secundaristas do estado

No dia 11 de novembro a etapa catarinense para o 39º Congresso da UBES reuniu mais de 300 estudantes na Câmara de Vereadores de São José.

Estiveram presentes na abertura a professora Diroh, da Secretaria Estadual de Educação; Edna Corrêa Batistotti, gerente de educação profissional; Círio Vandresen, secretario de educação de São José; vereador Moacir da Silva PMDB, Dérique Höhn; presidente da União Catarinense dos Estudantes; Ricardo Monn do Sindicato dos Professores de Santa Catarina; Helenira Vilela representando o Sindicato dos Professores e Servidores Federais de Santa Catarina – SINASEFE, e Vander Rodermel Vice-UNE/SC.

Durante esse importante fórum de discussão do movimento estudantil secundarista, a luta pelo fortalecimento dos Grêmios estudantis foi muito frisada. A discussão do PNE e as bandeiras de luta do movimento estudantil nacional pelos 50% do fundo do Pré-Sal, Meia-Entrada e 10% do PIB, para a educação também foram levantadas nas intervenções. Porém o pensamento dominante, assim externalizado pelos discursos, como a luta acirrada contra a municipalização do ensino fundamental no estado, política esta aplicada pelo governador Raimundo Colombo no intuito de isentar a responsabilidade do Estado e passar a responsabilidade para os municípios.

Ao longo dos dois últimos anos, o movimento estudantil secundarista de Santa Catarina obteve grandes conquistas: a reorganização da União Florianopolitana dos Estudantes Secundaristas –UFES, e da União Blumenauense dos Estudantes – UBE .

“Por conta dessas vitórias, nosso principal tema de discussão nesse congresso será a gestão democrática das escolas públicas do estado”, explicou o Diretor regional da UBES em Santa Catarina, Anderson Patrick de Oliveira.

“A Educação fundamental e média é muito precária em nosso estado, as escolas sucateadas e os professores mal remunerados”, estudante do Instituto Estadual de Educação Thuanne Paes.

“A Infraestrutura precaria, super lotação das salas, cadeiras quebradas, janelas caindo, falta de professor”, disse Ieda Vidalia Fontes Bueno de Lima E.E.B Henrique Stodieck.

“O Governo do Estado agora vem aplicar a politica neoliberal na Educaçação de Santa Catarina impondo a municipalização do ensino forma de livrar-se da responsabilidade do estado com a educação fundamental passando a responsabilidade ao municipio”, afirma Sergio de Araujo dos Santos Junior da E.B.M Batista Pereira
Os secundaristas catarinenses se preparam para o 39° Congresso da UBES que acontecerá entre o dia 1° ao dia 4 de dezembro em São Paulo. Após os debates e grupos de discussão na etapa estadual, foram eleitos 62 delegados para a etapa nacional do Congresso da UBES para o próximo mês.

quinta-feira, novembro 24, 2011

39° Conubes: com quase 12 mil delegados inscritos, chegando na reta final!

Sem dúvidas, de longe esse já é o maior congresso da história da UBES. Desde setembro os secundaristas começaram a se organizar para o 39° Congresso da entidade que irá eleger as diretrizes e a nova diretoria da entidade para os próximos 2 anos. Na luta por uma educação pública e de qualidade, foi totalizado exatamente 11.897 delegados inscritos.

Os números são impactantes, absolutamente todos os estados do país receberam em suas salas de aula as bandeiras de luta que a juventude levanta. Foram quase 7 mil escolas de onde a moçada entusiasmada vem vindo para o congresso.

Entre os estados que mais elegeram delegados estão:

1° São Paulo: 1995 inscritos

2° Rio de Janeiro: 1261 inscritos

3° Bahia: 1035 inscritos


Programação completa


De 1 a 4 de dezembro
São Paulo/SP | Expo Center Norte

Valor de CREDENCIAMENTO: Delegado: 50,00 reais | Observador: 70,00 reais

O valor do credenciamento pode ser pago no local, antes do Congresso ou por depósito em conta bancária:

Banco do Brasil
AGÊNCIA: 4328-1
CONTA CORRENTE: 7337-7
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PÓS-GRADUANDOS

É necessário guardar o boleto ou comprovante de depósito para apresentá-lo no credenciamento que
acontecerá antes do congresso. Com ele você irá retirar o recibo de credenciado que inclui:
alimentação, alojamento e transporte interno durante as atividades do Congresso.


TEMA: TODOS JUNTOS POR UMA EDUCAÇÃO DO TAMANHO DO BRASIL

Quinta-feira 01 de dezembro de 2011

20:00 às 22:00 – Abertura do 39º Congresso da UBES

Tema: 30 anos de reconstrução da UBES – E ainda tem gente que diz que isso é coisa de criança

Homenageados: Ex-presidentes da UBES

Local: Expo Center Norte

■ Sexta-feira 02 de dezembro de 2011

09:00 às 12:00 – Ciclo de debates do 39º Congresso da UBES

Local: Expo Center Norte

Tema 1: Rumos do desenvolvimento econômico e social brasileiro

Tema 2: A cidade e a mobilidade urbana para os jovens hoje

Tema 3: Saúde pública e a política nacional de drogas

Tema 4: Cultura e educação: um debate sobre a meia entrada

Tema 5: Reforma do ensino médio

Tema 6: Educação e mundo do trabalho: os desafios do Brasil e o PRONATEC

Tema 7: Os desafios do PNE – Plano Nacional de Educação

Tema 8: Democratização do acesso a universidade: vestibular, reserva de vagas, Enem, Prouni

Tema 9: A escola enquanto espaço de convívio social e valorização da diversidade

Tema 10: Estudantes e professores juntos por uma escola de qualidade e sem violência

Tema 11: Estatuto da Juventude – Conferência livre da 2ª Conferência Nacional de Juventude: conquistar direitos e desenvolver o Brasil

12:00 às 14:00 – Almoço

Local: Expo Center Norte

14:00 às 17:00 – Passeata – Estudantes e professores juntos por uma EDUCAÇÃO do tamanho do Brasil: 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-sal para educação!

Local: Museu de Arte de São Paulo (Masp)

19:00 às 21:00 – Grupos de discussão do 39º Congresso da UBES

Facilitadores: diretoras da UBES

Local: Expo Center Norte

Tema 1: As mulheres e os espaços de poder

Tema 2: A UBES e o combate ao racismo

Tema 3: O movimento LGBTT e combate à homofobia

Tema 4: Agenda política para o meio ambiente

Tema 5: Comunicação das entidades estudantis

Tema 6: Financiamento das entidades estudantis

Tema 7: A UBES e a solidariedade internacional

Tema 8, 9 e 10: Movimento estudantil (03 grupos)

20: 30 às 22:00 – Jantar

Local: Expo Center Norte

■ Sábado 03 de dezembro de 2011

09:00 às 12:00 – Ato político

Tema: Todos juntos por uma EDUCAÇÃO do tamanho do Brasil

Local: Expo Center Norte

12:00 às 14:00 – Almoço

Local: Expo Center Norte

15:00:00 às 19:00 – Plenária final do 39º Congresso da UBES (votação das propostas)

Local: Ginásio Poliesportivo

20:00 às 22:00 – Jantar

Local: Expo Center Norte

22:00 às 02:00 – Atividade cultural

Local: Expo Center Norte

■ Domingo 04 de dezembro de 2011

10:00 às 12:00 – Plenária final do 39º Congresso da UBES (votação da nova diretoria) Local: Ginásio Poliesportivo

12:00 às 14:00 – Almoço

Local: Ginásio Poliesportivo


terça-feira, outubro 25, 2011

Cerca de 1,4 milhão de inscritos deixam de fazer o Enem 2011

Pouco mais de 26% dos 5,3 milhões de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 – o que corresponde a cerca de 1,4 milhão de candidatos – não compareceram nos dois dias de prova neste fim de semana. O índice médio de abstenção nesta edição foi ligeiramente inferior ao registrado no ano passado, quando 27,6% dos candidatos faltaram.

No segundo dia de provas, os candidatos tiveram que responder a 90 questões de matemática e linguagens, além da redação cujo tema foi Viver em Rede no Século 21: os Limites entre o Público e o Privado. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a aplicação foi encerrada às 18h30 sem ocorrência de incidentes.

Amanhã (24) o Inep disponibiliza os cadernos de prova do Enem 2011 em seu site na internet. Os gabaritos oficiais serão divulgados até quarta-feira (26).

Fonte: Agência Brasil

PRONATEC na fala da presidenta Dilma!

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (24) que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec) é a maior reforma da educação profissional já feita no Brasil. O projeto, que vai oferecer bolsas de estudo e financiamento para cursos de qualificação profissional, foi aprovado na última terça-feira (18) pelo Senado.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma destacou que serão R$ 24 bilhões em investimentos até 2014. A expectativa do governo é que sejam criados 8 milhões de vagas em cursos de formação técnica e profissional.

“Vão ser 5,6 milhões de vagas para cursos de curta duração, destinados à qualificação profissional de trabalhadores. E mais 2,4 milhões de vagas para cursos técnicos, voltados para os estudantes do ensino médio, com duração de pelo menos um ano”, explicou.

Segundo Dilma, estão sendo construídas 208 novas unidades de institutos federais de Educação Profissional – 35 delas devem ser entregues ainda este ano. Uma parceria com o Sistema S prevê a ampliação da oferta de cursos profissionalizantes gratuitos para 630 mil vagas também em 2011.

“Além disso, investimos R$ 1,7 bilhão na construção de 176 escolas técnicas estaduais e também na reforma, ampliação e compra de equipamentos de outras 543 unidades. O Pronatec vai financiar cursos técnicos em escolas privadas de educação profissional, como se faz hoje com o ensino superior, por meio do Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil”, disse a presidente.

Os investimentos de empresas em educação profissional, ainda de acordo com a presidenta, não serão mais tributados por meio do Pronatec. O governo pretende garantir que 30% dos recursos destinados à ampliação da oferta de educação profissional e tecnológica sejam aplicados nas regiões Norte e Nordeste e que 5% das vagas sejam destinadas a pessoas com deficiência. Além disso, 1,1 milhão de vagas serão reservadas para beneficiários do programa Brasil sem Miséria.

Enem

Ao final do programa, Dilma comentou a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último fim de semana. Segundo ela, 4 milhões de estudantes fizeram as provas, utilizadas como critério para a distribuição de 150 mil vagas do Programa Universidade para Todos (ProUni).

“A aplicação da prova é um esforço de grandes dimensões que ocorreu este ano em 1.602 cidades de todo o país. E mobilizou 400 mil profissionais, entre professores, policiais, funcionários dos Correios e fiscais. Tudo isso nos ajuda a democratizar o acesso à universidade”.

Fonte: Agência Brasil

Mais de 500 emendas ao PNE pedem 10% do PIB para educação

Um dos pontos centrais da discussão do novo Plano Nacional de Educação (PNE) é o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) que o governo deverá investir em educação nos próximos dez anos. Hoje, são investidos 5,7%. O novo plano prevê 7%, mas diversas entidades ligadas à área reivindicam 10%, entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes).

Mais de 500 emendas propostas ao texto do Executivo preveem o aumento para 10%. Em números de hoje, com o PIB de 2011 estimado em R$4,1 trilhões pelo Ministério da Fazenda, esses valores representariam R$234 bilhões (5,7%), R$287 bilhões (7%) ou R$ 410 bilhões (10%).

O PNE anterior foi aprovado na Câmara em 2001 e previa investimentos de 7% do PIB em educação. Essa meta foi vetada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

“De certa forma, esse percentual já foi discutido e deveria ter sido aplicado. Estamos falando de um novo PNE, e não daquele antigo. Portanto, deveríamos partir de 7% para chegar a 10%”, defendeu a presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN).

Sem preparação

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) apoiam o aumento da meta para 10%. Mas a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) afirma que estados e municípios não estão preparados para arcar com mais gastos.

Atualmente, a educação no Brasil é paga principalmente por estados (2,4% do PIB) e municípios (2,2%). Apenas 0,9% do PIB coube à União neste ano. Para a deputada Professora Dorinha, o aumento de recursos previsto no PNE deveria vir da União, que investe 20% do total destinado ao setor.

No modelo de financiamento brasileiro, os municípios são responsáveis pela educação fundamental; os estados, pelo ensino médio; e o governo federal, pela educação superior.

Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em setembro, mostra que o Brasil foi o país onde o investimento em educação mais cresceu na última década, entre os 30 países que tiveram seus dados analisados.

Em 2000, eram investidos apenas 3,5% do PIB, percentual que cresceu para 5,7%, mas ainda está abaixo da média dos países da OCDE, que fica entre 6% e 8%.

Mais ensino

Um dos argumentos para aumentar os investimentos em educação é a mudança feita pela Emenda Constitucional 59, aprovada em 2009. A emenda prevê a implementação progressiva, até 2016, do ensino obrigatório dos quatro aos 17 anos de idade. Anteriormente, o ensino era obrigatório dos seis aos 14 anos.

O PNE também prevê o atendimento em creches de 50% da população de até três anos de idade, até 2020. A deputada Fátima Bezerra afirma que essa meta é tímida. “Se o PNE anterior tivesse sido respeitado, estaríamos em outro patamar. Para recuperar esse tempo perdido, deveríamos ousar mais, partir para a universalização das creches.”

Fátima Bezerra atribui o não cumprimento das metas anteriores à falta de recursos. “Por isso, defendemos que os investimentos em educação sejam equivalentes a 10% do PIB e não a 7%, como está na proposta original do PNE.”

Fonte: Câmara dos Deputados

terça-feira, outubro 18, 2011

Com quase 100% de apoio, estudantes chilenos entregam plebiscito

Estudantes chilenos e representantes dos professores entregaram, nesta terça (18), ao governo do presidente Sebastián Piñera, os resultados do plebiscito pela educação, realizado nos dias 8 e 9 de outubro, em que 93,2% dos votantes rechaçaram a educação de mercado e apoiaram um modelo educativo público e de qualidade.

“Cerca de 50 pessoas caminharam a partir da Central Única dos Trabalhadores (CUT), localizada a poucas quadras do (Palácio) de La Moneda para entregar os resultados das votações de 8 e 9 de outubro”, como informou a correspondente da Telesur, en Santiago, Beatriz Michell

Michell relatou que “houve um forte confronto, que levou algumas pessoas à prisão e algumas pessoas da imprensa foram feridas levemente”.

A correspondente da Telesur informou que depois da intervenção policial “três pessoas conseguiram entrar no interior do La Moneda e entregar os resultados do plebiscito”.

Chadwick, por sua parte, reconheceu que houve “um desencontro entre o palácio de La Moneda e a direção” razão pela qual se produziu o enfrentamento entre Carabineros (polícia chilena) e os manifestantes, indicou Michell.

A delegação que conseguiu entrar se reuniu com o porta-voz do governo chileno, Andrés Chadwick, que não emitiu nenhum comentário sobre receber o material.

Paralisação nacional

Frente à confusão entre a realização de uma greve nacional e mobilizações por 48 horas, a jornalista esclareceu que na semana passada foi anunciado uma greve geral, mas no final de semana os estudantes “mudaram a informação e disseram que esta terça (18) seria um dia preparatório para uma jornada de mobilização nacional, não uma greve”.

Para esta quarta-feira (19) está programado “um dia de mobilizações, quando serão realizadas quatro marchas”, todas autorizadas pelo governo.

Fonte: TELESUR

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